Natal: uma festa ou uma época especial?



Estamos próximos de uma época natalícia de grande importância para os católicos crentes e os não católicos. O Natal sempre teve uma grande importância para a sociedade desenvolvida e para a comunidade religiosa em geral. No entanto os verdadeiros conceitos do Natal sempre foram diferentes. Passo a explicar o meu raciocínio sobre este tema, o que é a minha opinião, e vale o que vale.

Na comunidade religiosa o Natal é visto como o nascimento de Jesus Cristo, vulgarmente chamado de “menino Jesus” e da libertação do mundo das trevas que Herodes tinha criado no seu reino que se chamava Judeia, mais concretamente a cidade de Belém. Esta tradição católica originalmente destinada a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno, foi ressignificada pela Igreja Católica no século III para estimular a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano, e então passou a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré que nasceu, dizem os historiadores num estabulo com vários animais vivos juntamente com a Virgem Maria e José.

Atualmente o que eu vejo na celebração do Natal pela sociedade atual, chama-se CONSUMISMO e EGOÍSMO, e tem a tutela patrocinada pelo PAI NATAL, uma grande criação da marca de bebidas mundialmente famosa a – COCA COLA e as lojas de comércio.

Hoje comemoramos está maravilhosa festa pagã e católica em Portugal na véspera com o bacalhau ou o polvo cozido, ambos servidos com batatas e couve portuguesa também cozidas. No dia de Natal com um belo assado de peru, leitão, borrego ou porco. À noite serve-se roupa velha e acrescenta-se doces nas mesas desde as famosas migas doces, filhós de abóbora, passas e frutos secos, rabanadas e um imenso manjar dos Deuses. Muitas vezes não consigo imaginar onde conseguimos colocar tanta comida em dois dias, mais parecemos abades, como diz a expressão “comer como um abade”.

Para terminar em grande, junta-se a isto todos os presentes caros (playstation, mp4, computadores, relógios, roupas de marca, bicicletas, telemóveis, IPADs e uma imensa quantidade de objetos caros que gastamos nesta época). Muitas vezes não percebo como cabe tudo debaixo de uma árvore de natal, perfeitamente decorada com luzes, anjos, renas e bolas. Depois andamos muito felizes nesta época e desejamos a todos um Natal Feliz e cheio de saúde e felicidade para todos (mas infelizmente durante o ano nem cumprimentamos os nossos vizinhos, muitos deles até não os conhecemos) mas no Natal sim, somos excelentes cristãos a mostrar a nossa riqueza financeira, dizendo aos outros “sabes vou comprar um novo telemóvel para a minha esposa, e dar um IPAD ao meu filho de três anos”. Será que o puto precisa de um IPAD? Para que? Só se for para não chatear os pais, só pode????

E agora pergunto onde está nestes dias a nossa humildade, a caridade, a fé, e a consciência, de uma tradição católica originalmente destinada a celebrar o nascimento de Jesus de Nazaré, que nasceu pobre e sem presentes? Hoje são muito poucos que ainda vão a “Missa do Galo”, expressão que deriva da lenda ancestral segundo a qual à meia-noite do dia 24 de dezembro um galo teria cantado fortemente, como nunca ouvido de outro animal semelhante, anunciando a vinda do Messias, filho de Deus vivo, Jesus Cristo. Quantos rezam à mesa antes de comer e partilham um pouco do que recebem nesse dia com os menos desfavorecidos na sociedade? Muita da população que nos vale a Santíssima Trindade, que esqueceram completamente os princípios natalícios, e veem esta época como uma fonte de negócio e uma oportunidade de consumir desenfreadamente.

Não quero e não desejo condenar, mas por favor moderem-se, o quem gastam neste dia dava para o mês todo, alguns para vários meses. Vamo-nos concentrar nos reais princípios religiosos e começar a viver uma vida com mais sentido e com a humilde de perceber se estamos bem, então devemos partilhar um pouco dessa “riqueza” com os nossos próximos e os mais desfavorecidos da sociedade. Assim estará a cumprir todo o significado deste dia maravilhoso de descoberta e elevação mental e espiritual. Relembro que o Natal é todo o ano.

Um bom Natal e um feliz Ano Novo, outra festa outra história complicada

Sérgio Silveira

Fundador da Anastácia Centro Terapias Alternativas e Presidente da APRE Associação Portuguesa de Reiki Essencial.

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